PREVENÇAÕ ÁS DEFICIÊNCIAS
 

 

A Prevenção e o tratamento das deficiências depende de todos os cidadãos e das autoridades constituídas. 

Para uma sociedade que pretende mudança profunda não é ético conviver com deficiências que poderiam ser evitadas.

 

O compromisso é com a eficácia dos direitos da Pessoa portadora de deficiência.

 

Programas de ação que visam a Prevenção das deficiências genéticas congênitas ou adquiridas.

 

a) Sensibilização/Conscientização

Visa informar a comunidade (Povo e Autoridades Constituídas) sobre a problemática das pessoas portadoras de deficiência, visando o rompimento dos preconceitos e o desenvolvimento de ações que beneficiem esse segmento.

 

b) Prevenção

Conjunto de ações que visam reduzir as situações de risco como também a identificação e a intervenção precoce nas deficiências.

 

1.    Prevenção primária: não permitir a ocorrência de instalações de deficiências.

2.    Prevenção secundária: uma vez instalada a deficiência, permitir o mais rapidamente o diagnóstico e tratamento a fim de impedir a instalação de limitações permanentes;

3.    Prevenção terciária: proporcionar atendimento digno, decente e adequado às Pessoas portadoras de deficiência, para que as seqüelas não sejam agravadas enquanto Pessoas não sejam estigmatizadas e desintegradas da sociedade.

 

A Prevenção das deficiências depende de todos os cidadãos e das autoridades constituídas.

 

Para uma sociedade que pretende mudança profunda não é ético conviver com deficiências que poderiam ser evitadas.

  


Definições

Deficiência

Representa qualquer perda ou alteração de estrutura ou de função psicológica, fisiológica ou anatômica, do indivíduo. Deficiência é um termo genérico.

 

Incapacidade

É qualquer restrição ou falta (resultante de uma deficiência) da capacidade para realizar uma atividade, dentro dos moldes e limites considerados normais para um ser humano.

 

Desvantagem

É a condição social de prejuízo, sofrido por um indivíduo, resultante de uma deficiência ou incapacidade que limita ou impede o desempenho de uma atividade. Considerada normal para esse indivíduo. Considerando-se a idade, o sexo e os fatores sócios culturais.

 

Causas das deficiências:

 

 

Durante a gravidez

No nascimento

Após o nascimento

Genética e congênita

Síndromes

Hipotireoidismo

Congênito

Distrofia muscular e outras más formações

 

 

Infecções

Rubéola

Sífilis e

Toxoplasmose

Infecção hospitalar

Meningite,

Sarampo,

Paralisia infantil, caxumba e outros.

Mecânicas

Quedas, traumatismos, tentativa de aborto, partos prematuros e hemorragias.

Anoxia, traumas cranianos, fórceps, lesões nervosas, dificuldade de adequação do pulmão ao nascer passando do meio aquático ao aéreo.

Acidentes de Trabalho, Automobilístico, Quedas, Agressões físicas.

Física

Raio X Radioterapia

 

Fogo, soda, instrumentos cortantes.

Tóxicas

Medicamentos, drogas, álcool ou fumo

Medicamentos, oxigenoterapia (não controlada)

Medicamentos, alimentos contaminados, produtos de limpeza.

Má alimentação

Desnutrição, anemia

 

Desnutrição, anemia, problemas metabólicos.

Outras

Hipertensão, fator RH, diabetes, problemas cardíacos

Prematuriedade, erros metabólicos, dificuldade respiratória, icterícia. 

 

 

Incidência das deficiências no Brasil

 

Não existem no Brasil, estatísticas sobre a freqüência das deficiências, temporárias ou definitivas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que em países em desenvolvimento, a incidência seja em 10% da população.

 

Assim sendo, tendo o Brasil 147 milhões de pessoas, estima-se que cerca de 14.700.000 serão portadores de alguma deficiência.

  

Tipo de Deficiência

População Estimada

 

Percentual

Número

Mental

5%

7.350.000

Física

2%

2.940.000

Auditiva

1,5%

2.205.000

Múltipla

1%

1.470.000

Visual

0,5%

735.000

Total

10%

14.700.000

                       

 Alguns tipos de deficiência:

 

-         Deficiência receptiva: são aquelas que apresentam déficit ou anormalidade na recepção de informações como a deficiência visual e auditiva.

-         Integrativas: são aquelas que apresentam déficit ou dificuldade de aprendizagem associada ou não a Síndromes de malformação congênita como a deficiência mental, dificuldade de aprendizagem, dislexias, etc.

-         Deficiência expressiva e física: são aquelas que apresentam déficit, lesões cerebrais, malformação ou não funcionalidade de membros por várias causas. Exemplo: dificuldade de comunicação, deficiência motora, etc.

-         Múltipla deficiência: são aquelas que apresentam mais de um comprometimento, lesão ou malformação, como alguns tipos de paralisia cerebral, malformação congênitva, etc.

  

Eritroblastose Fetal ou Doença Hemolítica do recém nascido

 

O que é? Incompatibilidade sangüínea (fator RH) entre o sangue materno e o sangue fetal.

 

Causas

 

a)      uma mulher RH (-), casada com homem RH (+) poderá ter um filho RH (+);

b)      durante o período de gestação há uma estreita comunicação entre a mãe e o filho através da placenta;

c)       acidentalmente podem ocorrer hemorragias na placenta e passagem dos glóbulos sangüíneos do sangue do filho para a circulação materna;

d)      as hemácias do filho, portadores do fator RH (+), irão sensibilizar a a mãe e esta produzira  anticorpos que passarão para a circulação do filho, onde destruirão suas hemácias, originando a doença;

 

Conseqüências

 

O casal cuja mãe possui RH negativo (-) e o pai RH (+) terá probabilidade de gerar uma criança com RH (+) a qual poderá portadora de doença Hemolítica do recém-nascimento ou Eritroblastose Fetal com as seguintes consequências:

 

O feto poderá falecer na gestação ou após o seu nascimento. Pode resultar, ainda, num recém-nascido gravemente ictérico e que a deficiência mental é um acompanhamento possível, além de surdez e da paralisia cerebral. (Resultado de Kernicterus).

 

Tratamento

 

A gravidade da enfermidade depende do grau de sensibilização da mãe. O primeiro e o segundo filho, gerados nas condições especificadas anteriormente, podem ser pouco afetados, mas em gestações seguintes, nas mesmas circunstâncias a mãe irá sendo sensibilizada gradualmente e isto irá aumentando o grau de danos causados ao filho. Em casos em que a criança nasce afetada pela doença pode-se fazer uma transfusão total do seu sangue. Usa-se neste caso, sangue RH (-), pois este tipo, não tendo o antígeno, não é destruído pelo anticorpos presentes no recém-nascido. Após um certo tempo, as hemácias RH (-) recebidas são totalmente substituídas por outras RH + produzidas pela criança, não havendo mais o risco de sua destruição, pois agora a criança não terá mais os anticorpos que recebeu de sua mãe.

Dispõe-se agora de um recurso adicional para as mulheres RH (-) cujos maridos tem sangue RH (+). Utilização de gamaglobulina anti RH para bloquear o processo de sensibilização que produz anticorpos contra o sangue RH (+) incompatível do bebê. A sua administração imediatamente após o nascimento do bebê RH (+) fornece à mãe uma dose passiva temporária de anticorpos que destroem quaisquer células sanguíneas RH (+) que possam penetrar na corrente sanguínea materna durante o parto. Isso impede que a mãe produza anticorpos permanentes.

Outros métodos são os espectrofotométricos para o exame liquido amniótico, que determina a gravidade da condição, o uso de transfusões de troca no nascimento, a instituição do parto prematuro nos casos críticos e o emprego de novas técnicas de transfusão intra-uterina, combinados ao uso da gamaglobulina. Estes têm contribuído para reduzir o retardamento mental, a surdez e a paralisia cerebral.

Nos casos em que o filho é RH (-) e a mãe (+) não há problema, porque a produção de anticorpos pela criança só inicia cerca de seus meses após o seu nascimento.

Devemos salientar que existem, ainda, outros sistemas de grupos sanguineos na espécie humana.

 

INCIDÊNCIA

 

Estima-se que a incompatibilidade do fator RH seja a causa do retardamento mental de 3 a 4% dos portadores de deficiência mental institucionalizados.

Calcula-se haver uma caso em cada 150 à 200 nascimentos.

 

 SINDROME DE DOWN

 

. O que é?

Um atraso no desenvolvimento, das funções motoras do corpo e das funções mentais, o bebê é pouco ativo e molinho o que se denomina hipotonia. A hipotonia diminui com o tempo, conquistando, o bebê, mais lentamente que os outros, as diversas etapas do desenvolvimento.

A Síndrome de Down era também conhecida como mongolismo, face às pregas no canto dos olhos que lembram pessoas da raça mongólica (amarela). Essa expressão não se utiliza atualmente.

 

. Causas

Dentro de cada célula do nosso corpo, estão os cromossomos, responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também por todo funcionamento e forma de  cada órgão interno, como o coração, estômago, cérebro, etc. Cada uma das células possui 46 cromossomos, que são iguais, dois a dois, quer dizer existem 23 pares ou duplas de cromossomos dentro de cada célula. Um desses pares de cromossomos, chamados de nº 21 é que está alterado na Síndrome de Down. A criança que possui a Síndrome, tem um cromossomo 21 a mais ou seja ela tem três cromossomos 21 em todas as células ao invés de ter dois. É a trissomia 21. Portanto a causa da Síndrome de Down é a trissomia do cromossomo 21. É um acidente genético. Esse erro não está no controle de ninguém.

 

. CONSEQUÊNCIAS

 

Face a hipotonia o bebê é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros.

A abertura das pálpebras é inclinada com a parte externa mais elevada, e a prega, no canto interno dos olhos é como nas pessoas da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca).

Apresenta rebaixamento intelectual, estatura baixa, 40% dos casos possuem cardiopatias.

 

TRATAMENTO

 

Até o momento não há cura. A Síndrome é uma anomalia das próprias células, não existindo drogas, vacinas, remédios, escolas, ou técnicas milagrosas para cura-la.

Com os portadores da Síndrome de Down deverão ser desenvolvidos programas de estimulação precoce que propiciam seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.

 

INCIDÊNCIA

 

Estima-se que cada 550 bebês que nascem, 01 tem Síndrome de Down.

 

Risco aproximado de nascimento de crianças com Síndrome de Down no caso de mães de diversas idades, que nunca tiveram uma criança com esta Síndrome

Risco aproximado de nascimento de crianças com síndrome de down no caso de mães de diversas idades, que já tiveram um filho com trissoma simples

Idade da mãe ao nascer a criança

Risco de nascer criança com síndrome de down

Idade da mãe ao nascer a criança

Risco de nascer criança com síndrome de down

Menos de 35 anos

0,1%

Menos de 35 anos

1,0%

De 35 a 39 anos

0,5%

De 35 a 39 anos

1,5%

De 40 a 44 anos

1,5%

De 40 a 44anos

2,5%

De 45 em diante

3,5%

De 45 anos em diante

4,5%

 

 FENILCETONÚRIA

 

O que é?

 

É hereditária e se caracteriza pela falta de uma enzima em maiores ou menores proporções, impedindo que o organismo metabolize e elimine o aminoácido fenilalanina. Este, em excesso no sangue é tóxico, atacando proncipalmente o cérebro e causando deficiência mental.

 

CAUSA

 

Defeito congênito do metabolismo

Alta taxa de fenilalanina.

 

CONSEQUENCIAS

 

Deficiência mental irreversível.

Convulsões, Problemas de pele o cab elo

Problemas de urina e até invalidez permanente

 

TRATAMENTO

 

Controle alimentar com dieta especial à base de leite e alimentos que não contenham fenilalanina, sob rigorosa orientação médica, para que o bebê fique bom e leve um vida normal.

 

INCIDÊNCIA

 

Estima-se que um em cada 10 mil recém-nascidos é portador de fenilcetonúria.

 

 HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO

 

O que é?

 

É hereditário, causado pela falta de enzima, impossibilitando que o organismo forme o T4, hormônio tireoidiano, impedindo o crescimento e desenvolvimento de todo organismo inclusive do cérebro, sendo a deficiência mental uma de suas manifestações mais importante.

 

CAUSA

 

Defeito congênito do metabolismo

Falta de hormônio da tireóide

 

CONSEQUENCIAS

Deficiência mental, convulsões, problemas de pele, cabelo e de urina e até invalidez permanente. 

 

TRATAMENTO

Administração de hormônio tireoidiano, sob rigoroso controle médico, para que o bebê fique bom e tenha vida normal.

 

INCIDÊNCIA

Estima-se que um em cada 3 mil recém-nascidos é portador de hipotireoidismo congênito.

 

DEFICIÊNCIA AUDITIVA: 

A deficiência auditiva em crianças acarreta graves conseqüências em relação à aquisição e ao desenvolvimento normal da fala e da linguagem. A fala e a linguagem, por sua vez, influenciam o desenvolvimento dos processos cognitivos, escolar e nas relações sociais do ser humano.

O tratamento da criança portadora de deficiência auditiva (DA), tem que ser iniciado o mais cedo possível. Para que isto ocorra é fundamental a detecção precoce da deficiência auditiva.

 

Avaliação Audiológica do recém-nascido

Os bebês, já na primeira semana de vida apresentam capacidades esensibilidades possíveis de serem testadas.

 

O exame deve ser realizado no berçário ou até 28 dias de vida.

 

O objetivo é verificar se a audição periférica do bebê é normal.

 

Crianças com perda auditiva se desenvolvem normalmente se diagnosticadas precocemente.

 

O teste é feito com o bebê dormindo, sem incomodá-lo e não dura mais doque 10 minutos.

 

Não é necessário utilizar o sangue do bebê, não corta, não usa injeção.

 

O método é acústico, é utilizado um pequeno fone de ouvido acoplado ao computador, que emite sons de fraca intensidade e capta a resposta das células.

O sucesso da reabilitação depende da detecção e da habilitação precoce.

 

 

Idade

Resposta esperada

0 - 6 semanas

Abrir os olhos, piscar os olhos, espreguiçar ou acordar do sono, susto.

0 - 6 semanas a 4 meses

Abrir os olhos, mexer os olhos, piscar os olhos, ficar quieto, começa a voltar a cabeça rudimentarmente.

4 - 7 meses

Virar a cabeça no plano lateral no sentido da fonte sonora, atitude de ouvir. Localiza apenas para o lado.

7 - 9 meses

Localização direta dos sons no plano lateral,  localizado indireta abaixo do nível do ouvido.

9 - 13 meses

Localiza para o lado e para baixo (bem rápido)

13 - 16 meses

Localiza para o lado, para baixo e indiretamente para cima

16 - 21 meses

Localiza diretamente todos os sinais, para os lados, para cima e para baixo.

21 - 24 meses

Localiza diretamente os sons em qualquer ângulo.

  

Toxoplasmose

Processo infeccioso determinado por protozoário que durante a gravidez pode causar sérios comprometimentos ao feto. É muito confundido com processos grupais banais.

Pode causar hidrocefalia, microcefalia, lesões cerebrais, cegueira, etc.

 

Rubéola

A rubéola é causada por um vírus, sendo no trimestre de gravidez responsável por sérios danos no feto, inclusive neurológico. Pode causar defeitos cardíacos, auditivos, microcefálicos, lesão cerebral, convulsões, etc.

A rubéola é uma infecção banal em outras ocasiões que não na gravidez.

 

Álcool

Pode causar hipoglicemia materna e pode causar danos cerebrais no feto, além de predispô-lo a complicações bronco - aspirativas, múltiplos defeitos físicos, microcefalia e atraso mental.

 

Drogas

O uso de todo e qualquer remédio ou substância químicas como cocaína, durante a gravidez, pode comprometer neurologicamente o embrião, feto ou recém-nascido.

A maioria das drogas atravessa com facilidade a membrana uterina, determinando vários tipos de acometimentos.

Usando com exemplo o uso da talidomida que foi usado por muitas mulheres grávidas como remédio  para enjôos, principalmente entre 1956 e 1961, condenou milhares de bebês em todo o mundo, acarretando malformações graves. 

 

Encefalopatia crônica não progressiva (paralisia cerebral)

 

É uma enfermidade caracterizada por um conjunto de perturbações motoras e sensoriais estacionárias, não progressivas, resultantes de um defeito ou de uma lesão no tecido nervoso contido dentro da caixa craniana que pode ocorrer: antes, durante ou após o parto até os 6 anos de idade, influindo na maturação neurológica.

As causas natais, ou seja no parto ou após este, são as causas de 88% dos casos de paralisia cerebral.

De acordo com o tipo de envolvimento neuro muscular podem ser classificadas em espasticidade, atetose, ataxica e mista (são as mais conhecidas).

A paralisia cerebral apresenta ainda vários quadros associados como os distúrbios de comunicações retardo na linguagem, rebaixamento intelectual distúrbios da audição, distúrbios articulatórios, etc.

 

Deficiência mental

A deficiência mental é definida como uma deficiência integrativa (dificuldade de receber elaborar e integrar as informações recebidas pelo cérebro), com funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, ocorrendo no período de desenvolvimento (até 18 anos), referindo-se a um estado particular de funcionamento cognitivo com limitações relativas a duas ou mais áreas adaptativas, comunicação, auto cuidado, vida familiar, social, autonomia, saúde e segurança funcionalidade acadêmica, lazer e trabalho.

 

Autismo

Autismo é hoje considerado como uma síndrome comportamental, de causas múltiplas e distúrbios no desenvolvimento.

É caracterizado por dificuldades na:

- interação social;

-  linguagem;

-  comportamento.

 

A pessoa com autismo pode apresentar os seguintes comportamentos:

 

- dificuldade de socialização, podendo ser: o isolado, o passivo, ou o estranho.

- é comum usar as pessoas como ferramentas;

- por vezes resiste á mudança de rotina;

- pode manifestar um movimento típico dos antebraços e mãos;

- pode andar na ponta dos pés;

- pode auto-agredir-se ou ser agressivo e destrutivo;

- as vezes gosta de girar objetos;

-       é comum ser inquieto ou ter comportamentos estranhos;

-       pode aparentar ser surda;

-       pode ter sensibilidade á determinados sons;

-       as vezes apresenta ecolalia, isto é, repetição imediata;

-       pode ter aversão ao contato físico;

-       costuma apresentar um contato visual nulo ou uma certa indiferença;

-       resiste ao aprendizado;

 

Se você conhece qualquer pessoa que apresentam alguns deste comportamento, um diagnóstico de autismo deverá ser seriamente considerado.

 

Incidência

De 5 a 10 casos em cada 10.000 crianças nascidas.

 

Causas

Ainda não é conclusivo, porém existem vários relatos de anormalidades orgânicas, neurológicas e biológicas, além de fatores genéticos imunológicos e perinatais, achados bioquímicos e neuro-anatômico relacionados ao autismo.

 

ALGUMAS DOENÇAS QUE CAUSAM DEFICIÊNCIA VISUAL, LEVANDO ATÉ A CEGUEIRA.

 

- Tracoma

- Oftalmia neonatal (causada pela falta de cuidados nos pós-parto);

- Xeroftalmia, causada pela falta de vitamina A e agravada pela desnutrição).

- Fibroplasia retrolental - causada pela alta concentração de oxigênio nas incubadoras. 

 

PREVENÇÃO CUSTA POUCO E É EFICAZ, PRESTE ATENÇÃO:

 

. Antes do casamento, ou antes, de engravidar.

 

- vacine-se contra a Rubéola (na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando má formação, como cegueira, deficiência auditiva, etc...);

- Procure um serviço de aconselhamento genético (quando houver casos de deficiência na família principalmente);

- Evite casamentos entre parentes;

- Faça exames de sangue para detectar sífilis e toxoplasmose. Essas doenças podem causar deficiência severa;

- Faça exames de sangue para verificar o tipo sanguíneo e o fator Rh.

 

. DURANTE A GRAVIDEZ

 

- Consulte um médico obstetra mensalmente;

- Faça exames de controle, se não o fez antes de engravidar;

- Só tome remédios que o médico lhe receitar;

- Faça uma alimentação saudável;

- Não se exponha ao Raio X ou outro tipo de radiações;

- Não fume e não beba;

- Evite contato com portadores de doenças infecciosas.

 

. NO NASCIMENTO

 

- Faça questão de ter seu filho em um hospital, com a presença de um obstetra e pediatra.

 

. DEPOIS DO NASCIMENTO

 

Exija que sejam feitos testes preventivos de seu bebê do tipo:

 

APGAR - é um teste feito no bebê ao nascer, por um médico ou enfermeira. O bebê receberá uma nota para cada item do teste e dará ao médico indicações se o bebê está bem ou se é um bebê de médio ou alto risco.

 

APGAR

Diagnóstico da condição de vida do recém nascido realizado por um pediatra após a desobstrução das vias aéreas superiores (1º minuto de vida), e que será repetido aos 2 e 5 minutos após o nascimento.

 

 

BOLETIM DE APGAR

 

Sinal/Nota

0

1

2

Freqüência cardíaca

Ausente

Menor que 100

Maior que 100

Esforço respiratório

Ausente

Irregular

Bom, choro movimentos

Tono muscular

flácido

Alguma flexão

Ativos

Irritabilidade reflexa (cateter nasal ou estímulo plantar)

Ausente

Choro com algum movimento

 Choro forte

Cor

Azul, pálido

Róseo-extremidades cianóticas

Róseo

 

Exija o Boletim de APGAR e verifique o que foi feito com o bebê. Se a nota for igual ou superior a 8 o bebê é normal. Se estiver entre 4 e 7 será considerado de risco e precisa de estimulação imediata. Se estiver entre 0 a 3 será considerado de alto risco já precisará de uma intervenção médica mais específica.

 

O TESTE DO PÉZINHO SOMENTE DETECTA FENILCETONÚRIA E HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO

 

Teste do Pezinho

 

Como as crianças nascem aparentemente normais e os sintomas da Fenilcetonúria e Hipotiroidismo congênito surgem por volta do 6º mês e 8º mês de vida, torna-se importantíssimo a detecção dessas doenças ainda nos berçários. Essa detecção se processa por meio de testes realizados no sangue do recém-nascido, coletado conforme desenho abaixo, em papel de filtro apropriado, para posteriormente encaminhamento aos laboratórios especializados, existentes em algumas  da APAE's - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.

 

"COMO GARANTIR A REALIZAÇÃO DO TESTE"

 

"Lei nº 3.914 de 14 de novembro de 1983"

Dispõe sobre o diagnóstico precoce da Fenilcetonúria e do Hiportireoidismo Congênito nos hospitais e maternidades do Estado de São Paulo.

 

"O Governo do Estado de São Paulo"

faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Artigo 1º - É obrigatória nos hospitais e maternidades do Estado de São Paulo, quer da rede pública, quer da rede privada, a realização de provas para o diagnóstico precoce de Fenilcetonúria (FNC) e do Hipotireoidismo (HC) em todas as crianças nascidas em suas dependências.

 

Artigo 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 14 de novembro de 1983.

 

DIREITO SOCIAL LEVADO A SÉRIO, PRECISA TER O FINANCIAMENTO GARANTIDO.

 

-         Cabe ao Ministério Público zelar pelo cumprimento da Lei.

 

 

PROJETO DE LEI Nº 531 DE 1991.

 

INSTITUI A SEMANA DE PREVENÇÃO AS DEFICIÊNCIAS

 

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo decreta:

Artigo 1º - Fica instituída a Semana de Prevenção às Deficiências a ser comemorada anualmente no período de 21 a 28 de agosto.

Artigo 2º -  Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação ficando revogada a Lei nº 4.512 de 17/01/1985.

 

JUSTIFICATIVA

Objetiva o presente projeto de lei concentrar na semana de 21 a 28 de agosto a atenções das autoridades governamentais e da população em geral para a necessidade de se adotar medidas visando a prevenção das deficiências.

Sabe-se que através da educação, proporcionando os esclarecimentos necessários, pode-se diminuir a incidência de doenças e o número de complicações degenerativas que acarretam sérias e irreversíveis conseqüências aos seus portadores.

A Lei nº 4.512 de 17/01/85, que instituiu no mesmo período da Semana Paulista da Criança Excepcional embora com o objetivo de alerta as autoridades para o problema, discrimina a criança excepcional das demais que comemoram seu dia em 12 de outubro.

Em vista disso e atendendo a justificada solicitada da Dra. Lair Moura Sala Malavila,  Presidente da APRAESPI, apresentamos o presente Projeto de Lei, contando com o beneplácito dos nobres pares.

 

 

LEMBRE-SE:

 

- Amamente seu filho. Toda mãe tem leite e é um leite forte que vai defender o bebê de muitas doenças;

- Leve seu filho mensalmente ao pediatra, durante seu primeiro ano de vida;

- Uma boa alimentação é muito importante, peça orientação ao pediatra das Unidades Básicas de Saúde.

-       Não dê remédios a seu filho sem orientação médica;

-       Vacine seu filho contra Tuberculose (BCG), Paralisia Infantil (SABIN), Difteria - Tétano e Coqueluche (tríplice), Sarampo, Rubéola e Meningite;

-       Evite acidentes domésticos, mantenha as crianças longe do fogo, álcool, objetivos cortantes, tomadas com eletricidade;

-       AME SEU FILHO, A FALTA DE AFETO O PREJUDICA;

-       Se infelizmente o bebê nascer com algum tipo de deficiência, procure iniciar o quanto antes o tratamento. É essencial a estimulação.

 
 

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